
20. QUE TEMPO BOM QUE NÃO VOLTA NUNCA MAIS.
Várias histórias vieram na mente lembro-me claramente como se fosse hoje, entrei na sala de aula e me sentei junto com a galera da zoeira, aquela do fundão, a minha galera era pequena, mas extremamente barulhenta. Ela era (é) formada por apenas uma dúzia de moleques doidos, loucos, excêntricos, eufóricos e sem juísos. Os integrantes eram eles:
Luiz Ribeiro descrição: filho de policial ele faz o tipo do play boyzinho, filhinho de papai, dos olhos azuis (comentários: com seus olhos azuis o Luiz seduzia, encantava, arrebatava os corações das garotas do colégio), ele é gordo, um gordo ágil, no rachão da escola ele era o goleiro.
Renato Nunes descrição: Ele sim era o mais aloprado, o rei das palhaçadas, o louco dos loucos o apelido dele na escola era forest gump, ele ganhou esse apelido por inventar história, por menti muito, além desse apelido ele tinha outros. Era engraçado e em vez enquanto vexatório ir com o Renato para a escola por onde ele passava sempre tinha fãs incondicionais que homenageava ele com palavrões, soco e botinadas na b.unda.
Jonathas Rodrigues descrição: Ele era (é) o mais sábio da turma, em outras palavras o nerd, todas as lições, trabalhos tinham que te o aval dele para pode seguir até a mesa do professor (a). O apelido dele era Jojo ou Catarrento (Observação: o nariz* dele parecia uma cachoeira sempre havia marcianos querendo escapar pela fuça) e Casagrande (esse último apelido mencionado talvez tenha sido ganhado pelo o tamanho do crânio que ele tinha). (Significado: órgão responsável pelo sentido do olfato).
Ele tinha (tem) um grave problema não gostava das garotas ele sempre as (garotas) tratava com indiferença (Observação: O Jonathas não era (é) homossexual, aliás, não que eu soubesse).
Rodrigo Lourenzo descrição: Vulgo Tetão ou Babão. Ele o Rodrigo era o tipo do cara que nós dávamos muita risada. Lembro-me que um dia na quadra da escola nós havíamos formado dois times com cinco jogadores de cada lado e sobraram de reserva ele o Rodrigo e Renato.
O time pelo o qual eu jogava perdeu e entrou o Rodrigo e o Renato no mesmo time, posições Renato no gol e Rodrigo na zaga a bola foi parar a um metro do pé do Rodrigo, esse mesmo saiu correndo na direção da bola em câmera lenta dando condições para o adversário pega a bola e parti para cima do Renato (goleiro) que virou a bunda para o lance temendo que o adversário chutasse a bola forte. A bola passou por baixo das pernas do Renato e foi Gol. Eles dois (2) em quadra não duraram nem cinco (5) minutos logo perderam e tiveram que sair da quadra. Fora da quadra os dois começaram a disc uti e acabaram atracando-se com murros e pontapés, o incrível que tudo isso ocorreu em câmera lenta para a nossa diversão.
Clayton descrição: Ele era (é) o tipo do cara medroso que possuía orelha grande parecendo um abanador. Ele é branco, bem branco mesmo. De vez enquanto ele se aproximava da turma, na verdade ele gostava de ficar próximo as duas (2) meninas muito legais da classe Daniela Tabata e Érica.
Falando dela duas eu lembro-me que na sétima (7°) série, um rapaz denominado de Marco da quinta (5°) série ficava batendo e intimidado a Daniela e Érica. Eu não sabia o motivo pelo o qual elas apanhavam, mas ficava aterrorizado com a situação. Um dia conversando com as duas garotas na sala de aula e no horário do intervalo o Marco entrou e deu um tapinha na fase da Daniela. Eu não me contive agarrei o pescoço dele com a mão direita e sair empurrando-o sobre as carteiras, com a mão direita eu preparei para dá um soco na cara dele, mas foi contido pelos alunos da sala que não me deixaram bater nele. Foi uma ação instantânea e impensável que teve reação, Marco era um usuário de drogas que tinha amigos barra pesada dentro do colégio, nesse dia sair escoltado pela GCM (Guarda Civil Metropolitana) até em casa.
Marcelo Campos descrição: Ele fazia (faz) o tipo do cara esperto que não caia em pegadinhas, que não da brecha (gíria), o tipo do cara que zoa e não é zoado, em outras palavras um cara que tem moral, tem respeito. Lembro-me que num dia eu (Lucas) estava louco para testar a minha força bater em porta, em paredes não resolve, pois elas não reclamam, então soprou para o Marcelo. No lado de fora da escola peguei-o, agarrei-o e dei uma chave de braço no pescoço do Marcelo e comecei a fazer chacotas, por uma brecha que eu dei ele conseguiu desvencilha de meus braços e me da um gancho no nariz de raspão. Saiu correndo em fuga, desse dia em diante comecei a respeitá-lo melhor, pois cheguei á conclusão que os dois (2) anos de capoeiras que ele fazia (fez) valeram de alguma coisa.
Michael descrição: Esse era um outro aloprado talvez mais louco que o Renato. O apelido dele era Maycom Peidoreiro (Observação: Propositalmente todos os dia ele se alimentava de pão com ovo acebolado isso era uma química perfeita para as bufas).
A é já ia me esquecendo Maycom Caolho (Observação: pois ele usava óc ulos de grau). Lembro-me que um dia ele estava mastigando um chiclete na sala de aula, na carteira a sua frente se sentava o Rodrigo Tetão. Maicom retirou o chiclete da boca e colocou no cabelo do Tetão sem ele perceber. A classe foi ao delírio.
Depois que ele o Rodrigo notou que havia no seu cabelo chiclete, ele tentou retirar, pediu gelo para a cozinheira do colégio e colocou gelo no cabelo e não resolveu. Então o Maicon teve a incrível idéia de cortar o cabelo do Rodrigo utilizando uma tesoura, o Rodrigo aceitou a idéia e ficou com um caminho de rato na cabeça. Para descontar o Rodrigo fez um caminho de rato na cabeça do Maycom também, nesse dia ambos chegaram com menos cabelos em casa.
Thiago Mangela descrição: O Thiago era o tipo do cara que se sentava sozinho não falava com quase ninguém, mas em seus punhos havia uma força enorme era uma porrada bem dada no meio da cara para o seu oponente estar no chão. Na grande verdade ele era nosso legendário Acelino Popó de Freitas, simplesmente Popó.
Peter descrição: O cognome dele é Piter. Na escola ele era um cara quieto, sempre na dele, passava muitas vezes despercebido. Um rapaz de 1,60m de altura com o rosto todo pipocado de espinha.
Anderson descrição: Codinome Gogu, ele o Anderson era o mais velho da sala e tinha até pessoas falando que ele inaugurou a escola, para nós o Anderson era o Highlander (O Guerreiro imortal). O motivo pelo o qual ele me falou que não passava de ano era porque gostava do ambiente, de conviver com as pessoas que ali estão, mas para a alegria de todo o Anderson terminou os estudos, hoje ele tem guardado na sua casa o histórico com o 2° grau concluído.
Victor Andrades descrição: Apelido Vitinho ele mesmo não era zoado, mas o irmão dele (Vagner) era (é) sempre a vitimas de nossas gozações o motivo na época era (é) muito engraçado a voz do Vagner era fina igual à de uma mulher e ele possuía um jeitinho de mamãe quero ser gay. Com ele o Victor eu aprendi a jogar xadrez.
E eu Lucas descrição: Vulgo Negão (Observação: porque eu sou alto e forte) ou Cirilo (Observação: Cirilo (é) era um personagem da minissérie Carrossel). Eu era (é) o tipo do cara que sempre era (é) perseguido pelos os Alunos mais velhos e mais fortes, na verdade eles gostavam de me bater, colocar medo por causa de meu tamanho. Todos os homens gostam de demonstra que são forte, que não temem ninguém para isso precisa-se de uma vitima e eu era o saco de pancada perfeito.
Lembro-me que na sexta (6°) série um garoto chamado Sidnei passou o ano inteiro me batendo, fazendo chacotas, ameaças, me humilhando em público, na época eu tinha muito medo dele, muito medo dele. Sidnei sempre me chamava para briga e eu fugia pelo o portão do estacionamento ou ficava aguardando ele ir embora do colégio. Na ultima semana do calendário escolar daquele ano fiquei furioso e só pensava numa coisa, era tipo assim tudo ou nada ou eu batia ou eu apanhava. Quando soou a sirene do colégio avisado mais um fim de aula, proc urei sair junto com o Sidnei. No lado de fora do colégio eu estava diante de meu obstác ulo, fiz cara de bravo e partir para cima do Sidnei como uma vaca louca. Ele saiu correndo. E como era a ultima semana escolar já não havia muitas pessoas para ver o meu triunfo.
Nós éramos (somos) como irmãos quando estávamos (estamos) juntos parecíamos crianças. A nossa bagunça era do bem, fazíamos à lição e na troca de professores nós aprontávamos, por exemplo, fazíamos aviãozinho; guerras de bolinhas de papeis; escondíamos materiais escolares (observações: depois devolvíamos tudo); jogávamos baralho, truco, dama, xadrez; batíamos figurinhas, tazzos do Pokémon; colocávamos nos tubinhos de caneta pequenas bolinhas de papel e assopra-as na direção da cabeça de alguém e riamos muito, mas muito alto. Os professores falavam que nossas vozes eram esc utadas no corredor inteiro e que nenhuma outra classe dava tanto problema como a 6° serie A. Várias vezes nós fomos advertidos verbalmente e em vez em quando com advertência por escrito. Mas nós não estávamos nem ai, nós não tínhamos medo de represarias.